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Textos

COLUNA 29/11/2009

8° Bienal Internacional de Arquitetura e Urbanismo

De 31 de outubro, e infelizmente com término hoje, 06 de dezembro, ocorreu em São Paulo, no pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera, a Bienal de Arquitetura e Urbanismo, evento internacional que reúne trabalhos de arquitetos e urbanistas de vários países. O tema deste ano, “Ecos Urbanos”, propôs a discussão do impacto das grandes intervenções que os megaeventos internacionais geram nas cidades, assim como o novo papel que os arquitetos possuem nas cidades contemporâneas. Os itens mais abordados pelas exposições foram a sustentabilidade e a qualificação urbana. Nada mais propício para a década que mais se discute sustentabilidade, e esta nas cidades, que crescem, muitas vezes, desordenadamente, sem o planejamento e infraestrutura necessários.

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Foram 3 andares do pavilhão dedicados para o evento. Apesar de que o comentário principal de nós arquitetos e urbanistas foi o fato de ter alguns espaços vazios, que poderiam ser melhor utilizados (coisa de arquiteto!), diversos estandes e instalações foram apresentados. Estiveram presentes projetos de estudantes, projetos não executados e os executados, e espaços para projetos inovadores de países como Estados Unidos, Japão, Holanda, Alemanha, Portugal, França e Itália. No último andar nos surpreendeu o espaço destinado para a Copa de 2014, com a exposição de todos os projetos das cidades sede, possuindo ainda um ambiente com grama sintética e arquibancada remetendo a um campo, com fotos de diversos estádios e detalhes conceituais sobre estas construções. Ainda neste andar teve um espaço destinado para debates que ocorreram durante os dias da Bienal.

Um pesar por não ser anual, a Bienal sempre nos traz novas reflexões e informações. Não deixar de ir é importante para nós arquitetos, e quem não é da área e se interessa, também é essencial, pois o conhecimento e a vivência experimentada nos dão uma nova vontade de trabalhar e fazer o melhor pelas cidades.

 

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Vista interna do Pavilhão da Bienal (projeto de Oscar Niemeyer da década de 50).

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Espaço Copa do Mundo 2014.

 

COLUNA 22/11/2009

Oscar Niemeyer homenageado na Espanha

Niemeyer, grande arquiteto brasileiro que levou a arquitetura moderna brasileira para o mundo, foi condecorado com a "Ordem das Artes e das Letras" concedido pelo Conselho de Ministros da Espanha, pela "influência relevante de sua obra na configuração da arquitetura contemporânea".

 

A premiação foi para reconhecer o trabalho dele que, segundo o Ministério da Cultura, contribui para a difusão mundial da Espanha, onde há um projeto do Centro Cultural Internacional, em Avilés, que deve ser inaugurado em 2010. O centro possuirá auditório, espaço para exposições, uma torre de turismo e edifício de usos múltiplos, ainda um grande quadrado ao ar livre para atividades culturais. Com custo estimado de 30 milhões de euros, Niemeyer recorre ao concreto e à cor branca, com elementos de cores quentes, como vermelho e amarelo.

 

No dia 15 de dezembro, Oscar Niemeyer completará 102 anos, e em conjunto com outros arquitetos, mantém seu escritório em pleno funcionamento, apesar da idade. A influência que os espanhóis relatam é claramente vista no Brasil. A arquitetura moderna do arquiteto influencia ainda hoje nos novos arquitetos e na arquitetura atual. Merecido prêmio, não pelos então projetos que ainda cria, mas pela história que escreveu e a inspiração para nós arquitetos.

 

Centro Cultural Internacional, em Avilés, que deve ser inaugurado em 2010.

O arquiteto e a maquete do Centro Cultural Internacional.

COLUNA 15/11/2009

Estádios para a Copa 2014

 Agora que foi definido que o Brasil será a sede da Copa do Mundo de Futebol de 20014, iniciam-se os desenvolvimentos de todos os projetos propostos para que o evento se realize.

Além das diversas obras que deverão ser realizadas, relacionadas ao transporte, serviços, apoio, dentre outros, vários estádios serão reformados e também construídos.

Alguns, trazendo inovações tecnológicas, na onda verde da sustentabilidade, como economia de energia, reaproveitamento de água, dentre outros aspectos ecológicos. Vale dar uma olhada nos projetos, que de qualquer forma trarão desenvolvimento para as cidades-sede.

As cidades-sede serão:

 

 

Projeto do Estádio Nacional de Brasília (antigo Mané Garrincha), por Castro Mello Arquitetos Associados.

Projeto Estádio Morumbi, com nova cobertura, pelo arquiteto Ruy Ohtake.

Projeto do Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, pelo arquiteto Gustavo Penna Arquiteto e Associados. Para se adequar aos padrões da Fifa, o Mineirão terá uma garagem subterrânea nova cobertura para as arquibancadas e uma nova passarela ligando o estádio ao ginásio Mineirinho, que será o centro de imprensa durante a Copa.

 

COLUNA 08/11/2009

O retorno do ladrilho hidráulico

Característica referencial da arquitetura colonial, o ladrilho hidráulico, muito utilizado nos casarões mineiros, está de volta na arquitetura de interiores, transformando os ambientes onde é aplicado, trazendo cor, alegria, charme e aconchego.

Os ladrilhos hidráulicos, ou também chamados de ladrilhos artesanais, possuem uma fabricação muito delicada, depende da qualidade do material utilizado e da criatividade e habilidade do artesão. É necessária a preparação da massa com pigmentos para a peça ser prensada e então umedecida durante a cura. Eles podem ser únicos, com cores e desenhos próprios, possuem diversos padrões, como florais ou geométricos, podendo ser utilizados em revestimentos centrais, faixas, contínuos ou os chamados “florões”, quando quatro peças são unidas formando um único desenho. Também podem ser aplicados em áreas secas ou molhadas, paredes ou pisos, pois possuem resistência e durabilidade para tais.

Peças de ladrilhos: diversos desenhos podem ser utilizados.

Mistura de ladrilhos hidráulicos no piso do restaurante Dalva e Dito, onde compõem a proposta dos chefes de cozinha, resgatar a culinária colonial brasileira, projeto de Marcelo Rosenbaum.

Para descontrair a cozinha contemporânea e sair da mesmice dos porcelanatos e pastilhas no piso, o arquiteto e artista plástico Flávio de Carvalho criou novos desenhos para o ladrilho hidráulico.

 

COLUNA 25/10/2009

Discutindo Arquitetura e Urbanismo

Durante a semana passada, nas Faculdades Santo Agostinho, ocorreu a IV Semana da Arquitetura com o tema “Mercado em Expansão”, organizado pela coordenação do curso e Diretório Acadêmico dos estudantes de arquitetura e urbanismo.

No circuito houve mini cursos e palestras, com presenças dos alunos e de arquitetos da cidade e região. As palestras foram ministradas por personalidades e pesquisadores importantes da área. O arquiteto vice-diretor da Escola de Arquitetura da UFMG, José Eustáquio Machado de Paiva, comentou sobre “Sustentabilidade e Qualidade Ambiental”; o engenheiro Marcelo Gabrich, da empresa Holcim do Brasil, apresentou sobre as “Aplicações do Cimento na Construção Civil”; a arquiteta Viviane Marques comentou sobre “O uso da cor na arquitetura”; já arquiteto Davidson Caldeira Rocha discutiu sobre a “Legislação Urbanística de Montes Claros”; as “Construções Ecologicamente Viáveis” foram apresentadas pelo arquiteto e diretor de Proteção, Preservação e Conservação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Montes Claros, Ramon Guimarães; o doutor em engenharia civil, Eduardo Chahud, da UFMG e FUMEC, discutiu sobre a “Aplicação da Madeira Laminada Colada na Engenharia e Arquitetura”. Para fechar o ciclo de palestras, na sexta-feira, o arquiteto mineiro Sylvio de Podestá realizou uma palestra apresentando diversos de seus projetos, analisando a arquitetura brasileira e a atuação dos arquitetos atualmente, com muita descontração, levando todos ao final da noite a uma celebração no fim do ciclo de discussões.

Novidades e discussões sobre a área da construção civil sempre são bem vindos em uma cidade em que a construção civil se desenvolve, como Montes Claros.

 

A organização do evento com o Prof. Eduardo Chahud

O arquiteto e urbanista Ramon Guimarães em mini curso “Praças Públicas e Meio Ambiente” com os acadêmicos

COLUNA 18/10/2009

Sentar com Design

Semana passada comentei sobre o modernismo e o design de mobiliário desta época que ainda influencia na decoração de interiores hoje.

Trago então outras obras, prefiro assim chamar, por serem belos mobiliários que se assemelham a obras de arte, pelo significado que possuem, pela identidade com a época que foi concebida e o artista/design/arquiteto que as criaram.

Com certeza quando se usa em qualquer ambiente, bem planejado, algumas destas obras ele se caracteriza com um charme especial.

Marcel Breuer (1902/1982), arquiteto e designer, estudou na importante escola de design artes e arquitetura, a Bauhaus, na Alemanha. Ficou conhecido por ter produzido a primeira cadeira com aço tubular nos anos 20.

Wassily chair – 1925 - criada para a residência do pintor Wassily Kandinsky) inspirado nos tubos do guidon da sua bicicleta.

Breuer Side Chair  

Arne Jacobsen (1902/1971), arquiteto e designer dinamarquês formado em 1927 na Academia Real de Artes de Copenhagen.

Poltrona Swan – 1958 - concebida especialmente para o The Royal Hotel.

Poltrona Egg

Verner Panton (1926 - 1998), arquiteto e designer dinarmaquês, foi um dos maiores talentos inovadores do século 20. Trabalhou em inicio de carreira com Arne Jacobsen. Imaginava um futuro colorido e brilhante.

Cone Chair – 1959.

Cadeira Panton (Panton Chair) – 1967, disponível em diversas cores.

 

COLUNA 11/10/2009

Design Moderno

Ao contrário do que muitos pensam, o moderno não se refere ao que vivemos hoje, e sim à época modernista, ou movimento moderno, que é o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que transformaram as artes, o design e a arquitetura da primeira metade do século XX. Diante do novo século, os artistas e designers acreditavam que era necessário adaptar-sem ao “novo”, ao então moderno na época.

Movimento que marcou a história da arte, do design  e também da arquitetura e que até hoje percebemos sua influência nestas áreas.  Desde então diversos mobiliários foram criados nestas inspirações e se tornaram clássicos no design de interiores, que quando usados em um espaço o caracterizam e dão um charme especial. Segue alguns como exemplos:

O arquiteto e designer Mies Van der Rohe priorizava a simplicidade de linhas e a pureza das formas, utilizou bastante metal tubular e couro em suas cadeiras e poltronas.  

 

 

COLUNA 04/10/2009

Estantes e Prateleiras

Não somente para organizar objetos como para decorar

Sempre temos algo para organizar em casa, sejam livros, CDs, DVDs, ou até enfeites e vasos que precisamos dispor, daí pensamos logo em prateleiras ou estantes.

Arquitetos, decoradores e designers possuem sempre uma ideia bacana que modifica o ambiente, pois a prateleira pode organizar seus objetos e também decorar seu espaço, compondo com seu ambiente ou sendo simplesmente um objeto único.

Demonstro algumas estantes e prateleiras que merecem destaque

 

 COLUNA 27/09/2009

Poluição visual nas cidades

Há algumas semanas iniciou-se uma discussão em Belo Horizonte sobre a regularização dos outdoors no município, devido à disseminação desenfreada que acarreta em uma paisagem urbana conturbada. A Prefeitura de Belo Horizonte declarou guerra contra as empresas que instalam outdoors de forma irregular. De acordo com a nova proposta da Prefeitura, que modifica o seu Código de Posturas, será proibida a instalação de outdoors no perímetro interno da Avenida do Contorno e nos bairros Santa Tereza, Pampulha, Belvedere e Cidade Jardim. E a ação já foi iniciada, já iniciaram a retirada de alguns outdoors irregulares.

Segundo o prefeito Marcio Lacerda, na Avenida Raja Gabaglia, existem 200 outdoors irregulares, gerando uma poluição visual. A retirada que iniciou a pouco deverá continuar até o próximo ano. Dos 64.674 painéis, entre outdoors, placas de lojas e outros tipos de anúncio que existem na cidade, somente 14.403, 22%, têm licença em acordo com o Código de Posturas.

Está sendo elaborado um novo projeto de lei para controle dos outdoors. A intenção é reduzir o número de placas, aumentar a distância entre elas e proibir a instalação dentro dos limites da Avenida do Contorno, permitindo a instalação, sendo legal, em grandes avenidas. Não só a poluição visual que os outdoors afetam na cidade, como o conforto térmico, dependendo de onde se localiza, barrando o vento em edifícios.

Uma ação importante que acontece em Belo Horizonte, com predominância de apoio dos arquitetos e urbanistas, que deixa a cidade com melhor visual, menor poluição visual, propiciando também a redução do sofrimento da arquitetura na cidade.

 

 

Outdoors na Av. do Contorno em Belo Horizonte.

 

COLUNA 20/09/2009

  Os Cinemas e o Centro

Anos atrás os cinemas eram a principal atração cultural nas cidades e também em Montes Claros. Ficamos hoje sem os cinemas centrais, na rua, e temos os cinemas somente nos shoppins centers. Uma pena, pois os cinemas nos centros davam mais vivacidade às ruas, principalmente nos fins de semana, que o centro de Montes Claros perde o movimento, ficando, em alguns lugares, até ermo.

Em São Paulo o antigo Cine Marabá, na Avenida Ipiranga, construído em 1940, está sendo reformado para trazer novas salas de cinema, revivendo o passado, agora, com mais tecnologia. Nos andares superiores há um hotel que também foi há pouco tempo renovado. O projeto de renovação do cinema é de autoria do arquiteto paulista Ruy Ohtake, que possui diversos projetos que influenciaram a arquitetura brasileira nas últimas décadas.

Reabrir estes espaços de lazer e cultura nas regiões centrais revitalizam espaços urbanos que estão, geralmente, caindo em decadência, propiciando assim a violência. A arquitetura entra como ferramenta para revitalizar estes espaços e propicia mais opção de lazer para todos, pois um equipamento de lazer na região central se aproxima de todos os bairros facilitando a locomoção das pessoas.

Está aí uma idéia para o centro de Montes Claros, um cinema, ou um espaço de lazer que possua espaços de cultura para trazer pessoas ao centro pelas noites e fins de semana, também auxiliando os usuários que não possuem automóveis.

 

Cine Marabá na inauguração (1940).

 

Edifício em foto tirada em 2007.

Edifício reformado (2009) para receber o Play Arte Marabá.

COLUNA 13/09/2009

Escadas - o charme

 Uma simples necessidade de vencer um vão pode transformar um espaço. Com uma escada bem projetada o charme é dado ao lugar.

Cuidados, obviamente, devem ser observados, como um projeto correto e uma execução bem feita. Atentando-se para a altura dos degraus e o tamanho dos pisos, o resultado pode ser além de funcional e confortável também surpreendente. Indicamos que o piso da escada seja entre 26 a 30 cm e os espelhos entre 17 a 18 cm, sempre mantendo um padrão em toda a escada, evitando desconforto e acidentes!

Milhares de exemplos são encontrados pelo mundo, com diversas formas e materiais, basta criar uma escada que componha agradavelmente sua arquitetura.

 

Escada em vidro apoiada na parede com um vidro fixo lateral que protege o usuário.

Escada inspirada na escada marinheiro, em madeira e estrutura em aço.

 Escada multiuso: com prateleiras embutidas abaixo dos degraus, aproveitando espaço.

Escada caracol: ideal para pequenos espaços.

Escada em aço e vidro, inspirada na forma do DNA.

Escada em concreto com acabamento lateral em madeira.

 

COLUNA 06/09/2009

Espaços profissionais

Escritórios e empresas dispostos a agradar tanto os clientes quanto os funcionários

Qualidade de vida no trabalho, eficiência profissional e satisfação do cliente são as principais metas que as empresas buscam. Os espaços profissionais então devem respeitar e propiciar a efetivação destas metas.

Não é tarefa fácil atender ao funcionamento de um escritório e ao mesmo tempo dar qualidade de vida ao funcionário e atender com excelência o cliente, tudo isso com bom gosto.

Aspectos que não devem ser deixados de lado em um projeto são a praticidade, a funcionalidade, a economia e o bem-estar. Com isso, devem se analisados o dia-a-dia da empresa, suas características como marca e objetivos, seus funcionários e o perfil de seus clientes.

Com relação a seus funcionários, é importante a utilização de mobiliário que priorize a ergonomia, isto é, móveis que geram bem-estar a eles, pois melhoram a sua postura e aliviam a carga de trabalho no corpo, além da iluminação adequada, que não forçe a visão. Outro fator importante é a caracterização da empresa, o respeito ao seu perfil, aliando o projeto arquitetônico e de interiores à imagem da empresa.

A satisfação do cliente, principal meta de muitas empresas, também é alcançada com o apoio do projeto, pois o ambiente influencia nas atividades funcionais e na sensação de se sentir bem em um espaço destinado para ele.

De grandes aspectos à pequenos detalhes, como a utilização de luz e ventilação natural, gerando economia, à escolha dos materiais e elementos decorativos. Contudo, são diversas as possibilidades de criar espaços profissionais, assim, vão aqui algumas imagens que possam inspirar.

Espaço com recepção mais descontraída – reflete a imagem da empresa. Escritório da Google na Suíça.

 

Sala da diretoria– uso do papel de parede para dar mais vivacidade à sala que costuma ter uma decoração muito séria (arquiteta Karina Melo).

 

As estações de trabalho são ideais para pequenos espaços. Espaço Profissional da Tok&Stok.

COLUNA 30/08/2009 

 

 Por uma cidade melhor

O movimento das Cidades em Transição, ou Transition Towns, foi criado pelo inglês Rob Hopkins e tem o objetivo de transformar as cidades em modelos sustentáveis, que sejam menos dependentes do petróleo - um recurso finito e que danoso ao meio ambiente - e mais integradas à natureza, aplicando os princípios do desenvolvimento sustentável. A principal questão do movimento é:

“Como pode a nossa comunidade responder aos desafios e oportunidades, dos problemas do Petróleo e das alterações climáticas?

Uma cidade que não seja dependente de um recurso finito e que possua mais vegetação é uma cidade com melhor economia, clima e aspecto, isto é, um melhor lugar para se viver.

Cidadãos, profissionais da área, organizações não governamentais e administração pública devem participar para transformar nossas cidades em cidades com mais qualidade para se viver. No Brasil, algumas cidades estão participando do movimento, como Serra (ES), na região metropolitana de Vitória, e os bairros de Granja Viana, em Cotia (SP), e Vila Mariana, na capital paulista.

Um pouco que cada um faz, já muda o olhar dos vizinhos e da comunidade, contaminando positivamente a todos e propicia uma melhoria geral, como evitar o uso do petróleo (os carros flex são bom exemplo), plantar uma árvore no passeio, não jogar lixo na rua, não desperdiçar água em casa, cuidar de nossas praças e nossos parques, cuidar de toda a cidade, e cobrar da administração pública sua parte. Agir local, mas pensar global. É assim que funciona, cada um fazendo sua parte, por uma cidade melhor.

Curitiba (PR) – cidade que sempre buscou seguir os preceitos de sustentabilidade.

Site oficial do movimento: http://www.transitiontowns.org/

COLUNA 23/08/2009

O Edifício Sustentável

Para finalizar as colunas com os assuntos de sustentabilidade ambiental na construção civil, que venho comentando há semanas, demonstro hoje o edifício de Centro de Pesquisas – CENPES II, da Petrobrás, no Rio de Janeiro, com cerca de 100.000 m² e que foi fruto de um concurso que inseriu questões de sustentabilidade na arquitetura (chamadas pela Petrobrás de eco-eficiência), entre outras exigências, em dez tópicos eliminatórios: 

  1. Orientação solar adequada;
  2. Forma arquitetônica: adequada aos condicionantes climáticos locais e padrão de uso para a minimização do calor interno;
  3. Material construtivo das superfícies opacas e transparentes: termicamente eficiente;
  4. Superfícies envidraçadas: taxa de wwr (window wall ratio) adequada às condições de conforto térmico e luminoso internos;
  5. Proteções solares externas: adequadas às fachadas;
  6. Ventilação natural: aproveitamento adequado dos ventos para resfriamento e renovação do ar interno;
  7. Aproveitamento da luz natural;
  8. Uso da vegetação;
  9. Sistemas para uso racional de água e seu reuso; e
  10. Materiais de baixo impacto ambiental: dentro do conceito de desenvolvimento sustentável, como materiais reciclados, de baixo consumo energético, etc.

O projeto foi influenciado pelo clima quente-úmido, respeitando a orientação solar, do mar e dos ventos para evitar o calor interno e propiciar ventilação natural e as vistas para o mar. Os edifícios são conectados por espaços de transição entre exterior e interior, possuindo coberturas sombreadas, propostos para interatuar com o clima local.

As considerações com os aspectos de sustentabilidade do projeto levaram a Petrobrás ao interesse pela certificação do CENPES II como um empreendimento de baixo impacto ambiental. O sistema escolhido pela Petrobrás para essa avaliação foi o LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, sistema americano de avaliação e certificação de edificações sustentáveis.

Espero que as colunas destas semanas tenham propiciado novas idéias e novas posturas para você leitor, pois a sustentabilidade ambiental pode ser buscada não somente por nós arquitetos, engenheiros ou construtores, mas também pela vontade e iniciativa do cliente. Termino essa rodada de colunas listando alguns sites de interesse na área, caso tenha interesse:

·         Conselho Brasileiro de Construção Sustentável - http://www.cbcs.org.br/

·         Plataforma para a construção sustentável - http://www.centrohabitat.net/

·         Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica - http://www.idhea.com.br/

·         Planeta sustentável - http://planetasustentavel.abril.com.br/

COLUNA 15/08/2009

Sua edificação com conforto térmico

Comentei em outras colunas sobre técnicas, materiais e práticas que podem apoiar as construções ecológicas e sustentáveis. Uma técnica que ainda não comentei é a análise do conforto térmico da edificação, que é alcançada em projeto, pelo arquiteto.

Quando um projeto é iniciado, é feito um diagnóstico do local, incluindo a orientação geográfica, posição do sol e direção dos ventos. Para que uma edificação tenha redução no consumo energético, é importante que se aproveite a ventilação e a insolação naturais, evitando a utilização de energia elétrica para iluminar os recintos e ventilação forçada para resfriá-los.

Essa é uma prática que existe há vários anos no dia a dia do projetar do arquiteto e hoje, mais do que nunca, em tempos de aquecimento global e consciência ecológica, deve ser sempre utilizada em fase de criação do projeto.

A análise se inicia na localização do terreno na cidade, e assim a edificação é implantada de acordo com a orientação geográfica, observando a posição do sol e dos ventos. Generalizando, utilizamos os ventos vindos do leste, o sol que nasce no leste e se põe no oeste e evitamos então que áreas de descanso se posicionem na porção oeste da edificação, evitando altas temperaturas no recinto e as janelas e aberturas na posição leste, fazendo com que o ar entre circule dentro da edificação, lembrando que este ar diminui a temperatura no ambiente, então melhor será que ele encontre uma abertura para sair, trocando assim o ar do interior da edificação.

Parece que possa ser complicado, no entanto, na prática, nos torna uma análise comum e nunca deve ser deixada de lado. Quando uma edificação tira partido desses elementos naturais, ela será mais confortável para se habitar e também reduzirá seu consumo energético, pois quando confortável termicamente, evitamos o uso do ventilador, do ar condicionado e também de outras técnicas e elementos para reverter um desconforto gerado. É então utilizar dos elementos da natureza para evitar o consumo excessivo de seus recursos.

 

 COLUNA 09/08/2009

Os materiais de construção reciclados

Continuando com o tema dos artigos anteriores, construção sustentável, hoje comento sobre alguns materiais de construção reciclados. Construir ecologicamente é construir uma casa com materiais e técnicas que reduzam o impacto ao meio ambiente, muitos acreditam que aplicar materiais à base de terra é a única solução, no entanto, existem novos materiais e tecnologias que atendem às premissas da construção sustentável, dando outra roupagem para a edificação, não a deixando com aparência rústica.

Tijolos e blocos de concreto reciclados são materiais que estão entrando no mercado e ganhando espaço nas construções. Reutilizar o entulho da obra na construção para preencher valas e fazer contrapiso é outra opção consciente e econômica.

Há mangueiras elétricas/conduítes recicladas de embalagens de agrotóxicos e também as telhas recicladas, de embalagens Tetra Pak (caixas de leite, etc), muito utilizadas em substituição às telhas metálicas e de amianto, em telhados embutidos, com preços mais acessíveis que os materiais comumente utilizados, sendo um material que já ganhou diversos prêmios pelas suas qualidades.

Quando finalizada, a aparência da edificação se assemelha à qualquer outra, no entanto, você proporcionou menor impacto ao meio ambiente e menor consumo dos recursos naturais e ainda economizou nos custos dos materiais de construção.

COLUNA 02/08/2009

Economizando água em casa 

Cerca de 1,1 bilhão de pessoas, 18% da população mundial, já sofrem com a escassez da água, que pode atingir 45% em 2050, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Fato que ocorre devido a muitas fontes de água doce que secaram, outras que estão poluídas e pelo consumo de água desenfreado, desperdiçando milhares de litros por dia.

 Nada melhor que agora revermos nossos costumes, hábitos e técnicas de construção das edificações, para revertermos esta situação atual. Tendo em conta certas opções simples e pouco onerosas é possível diminuir o consumo de água e também reduzir a conta da água no final do mês.

Na perspectiva técnica se encontram as intervenções mais importantes na racionalização do consumo de água, por meio de novas concepções dos aparelhos sanitários. Os vasos sanitários, chuveiros e torneiras são as áreas chave onde se pode atuar de modo a reduzir o consumo. Existem várias soluções técnicas para a redução do consumo de água nos vasos sanitários, destacando-se o vaso sanitário com caixa acoplada que utiliza menos água que as descargas convencionais, ou melhor, se colocar uma garrafa dentro da caixa acoplada, ocupando um espaço na caixa.

Nos chuveiros que existem as soluções mais econômicas e eficientes para a contenção no consumo de água. Um chuveiro tradicional possui um fluxo médio de 13 litros de água por minuto. Existem no mercado chuveiros mais eficientes, com fluxos na ordem dos 7 litros por minuto. A opção por este tipo de chuveiros traduz-se num investimento praticamente desprezível, mas com melhorias significativas ao nível do consumo água.

Com relação às torneiras é possível diminuir o consumo optando-se pela aplicação de filtros arejadores nas torneiras, onde não seja necessário grande volume de água, como nas cozinhas e nos lavatórios, também tem a opção por torneiras de menor ângulo de abertura, como por exemplo, as torneiras monocomando que permitem o corte do fluxo mais rapidamente e a aplicação de torneiras automáticas ou semi-automáticas (com infravermelhos ou temporizadores) em locais onde se prevê que exista grande probabilidade das torneiras ficarem abertas, como por exemplo, nos banheiros públicos.

Uma técnica que está entrando em uso nas casas dos moradores mais conscientes é o aproveitamento da água da chuva recolhida no telhado, que é armazenada em tanques e utilizada para a descarga sanitária, podendo ainda o excedente, se houver, ser direcionado para outras atividades.

Na perspectiva dos nossos costumes há outros aspectos a observar, como substituir o esguicho pela vassoura, na limpeza de pisos na área externa, regar o jardim no começo da manhã ou no final da tarde, momentos em que ocorre menor evaporação de água, e no inverno, regar em dias alternados e de preferência nos primeiros horários da manhã. Quem possui piscina sem cobertura de proteção, exposta ao sol e à ação do vento, que perde muita água por evaporação, providenciar uma cobertura para a piscina reduzirá a perda em 90%. Checar periodicamente o consumo de água no hidrômetro, definindo o consumo médio por semana e procurar vazamentos quando há grandes alterações. Quando não houver entrada de água, fechar o registro de entrada, para evitar que o ar que fica nos encanamentos seja marcado pelo hidrômetro como água.

Não só pelo gasto próprio, mas também pela consciência ambiental, devemos mudar nossas atitudes, para que as outras gerações possam ter o beneficio de conviver com água potável.

 

COLUNA 26/07/2009

Aquecimento solar, um investimento ecológico!

Se sua conta de energia está vindo muito alta, uma boa solução é a instalação de coletores solares para o aquecimento da água que você usa, descartando assim o uso do chuveiro elétrico, que é um grande consumidor de energia. Não é mais uma novidade do mercado, mas sim uma prática já comum, principalmente em Montes Claros, por possuirmos grande incidência solar durante todo o ano, auxiliando na captação que o aquecedor solar necessita.

O funcionamento é simples, o painel solar (placa fotovoltaica que capta os raios solares) recebe a incidência da energia solar e é então aquecido, aquecendo a água que vem da caixa d’água comum em seu interior, e esta água á armazenada em um reservatório de água quente chamado de “boiler”. O painel solar deve ser posicionado perpendicularmente ao fluxo de radiação solar. Dessa maneira, interceptará o máximo de radiação possível, absorvendo maior quantidade de energia.

Além de aquecimento para seu banho, existe no mercado o aquecimento solar especial para piscinas, para quem gosta de usar a piscina pela noite ou no inverno, tendo o aquecedor solar instalado com tubulação direta para piscina.

 

É uma tecnologia que auxilia seu bolso e também o meio ambiente, pois diminui seu consumo energético, gerando uma fonte de energia que é renovável.

 

COLUNA 19/07/2009

Materiais "amigos" do meio ambiente

Como a construção civil é o setor que mais impacta o meio ambiente, devemos buscar práticas e materiais que gerem menor impacto. A construção por si só já é um impacto à natureza, seja pela sua implantação, seja pelos recursos naturais que são utilizados para sua realização. No entanto, existem materiais que utilizamos nas obras que buscam auxiliar o desenvolvimento que tanto esmeramos, porém de maneira sustentável. Muitos destes materiais estão disponíveis abertamente no mercado, porém muitos de nós ainda não sabemos de suas maiores qualidades.

Um exemplo são as madeiras certificadas, madeiras que possuem a certificação do Forest Stewardship Council (FSC), que em seus princípios e critérios, evidencia a necessidade da prática do manejo florestal sustentável: a madeira que obtiver este selo, é a madeira que foi plantada para corte, evitando que áreas de proteção sejam devastadas. No Brasil temos a silvicultura de reflorestamento dos gêneros Pinus e Eucaliptus.

Um fato interessante foi o consumo apreciável de energia durante o processo de fabricação de cimento, que motivou mundialmente a busca, pelo setor, de medidas para diminuição do consumo energético. Uma das alternativas de sucesso foi o uso de escórias (resíduos industriais) na composição dos chamados cimentos portland de alto-forno e pozolânicos. Por ser um produto que é aplicável à construção civil, deve ser, quando compatível, preferido do que os outros cimentos, devido à sua composição mais sustentável, pois se substitui materiais virgens a resíduos que seriam descartados no meio ambiente.

São diversas as opções de materiais de menor impacto ambiental que estão disponíveis no mercado, basta maior curiosidade e vontade de nós profissionais, sejam os arquitetos, decoradores, engenheiros, pedreiros e também dos clientes/usuários, para podermos aplicá-los na construção civil, dando mais crédito a este comércio e ao meio ambiente!

 

COLUNA 12/07/2009

A Construção Civil e o Meio Ambiente

Nunca foi tão discutido o impacto que nós seres humanos geramos ao meio ambiente. E o setor que mais o impacta é o da construção civil. Vemos nos jornais, revistas, documentários e pesquisas como que de uns 20 anos para cá o aquecimento global, a extinção de animais, a falta de água, dentre outros problemas ambientais, estão nos afetando mais a cada dia.

Em meados do século XVIII iniciou-se uma tímida discussão sobre os impactos ao meio ambiente, mas somente em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – ECO 92, no Rio de Janeiro, apresentou a programa de ação baseado em um documento que avança na promoção de um novo padrão mundial de desenvolvimento, e afirmava que o desenvolvimento não deve ser alcançado sem que a proteção ao meio ambiente seja integrante do processo, o chamado desenvolvimento sustentável.

Diante da lenta progressão da consciência ecológica, somente no final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade tomaram importância na arquitetura de forma incisiva. Há algumas diretrizes que constam do documento da ECO 92 para a Construção Sustentável que vale ressaltar para que nossas construções impactem menos o meio ambiente:

  • Melhorar e otimizar o desempenho dos edifícios e dos produtos de forma a levar em conta fatores básicos como clima, cultura, tradições construtivas e fase do desenvolvimento industrial.
  • Reduzir o volume de material e energia na produção de materiais que serão utilizados nas construções.
  • Reduzir o volume de resíduos e melhorar os processos de reciclagem (existem materiais de construção no mercado que são reciclados).
  • Minimizar a necessidade de consumo de energia elétrica nas edificações.
  • Minimizar a necessidade de transporte de insumos, resíduos e mão-de-obra.
  • Reduzir o uso de recursos minerais e conservação da função de apoio à vida do ambiente, requerendo o uso de materiais renováveis ou recicláveis.
  • Gerenciar o re-processamento do lixo (aproveitar o lixo que tem potencial).
  • Gerenciar o uso da água (sem desperdícios e aproveitá-la).
  • A escolha do local e uso do solo levando-se em conta aspectos técnicos.

Apresentarei nas próximas semanas idéias para que possamos apoiar estas diretrizes. É tarefa dos profissionais da construção civil a adequação dos princípios da construção sustentável ao cotidiano de trabalho, pois é grande a responsabilidade e parcela da construção civil no desenvolvimento sustentável. Também os ocupantes/clientes possuem grande responsabilidade, pois deve partir deles essas iniciativas junto aos engenheiros e arquitetos para que nossos netos e bisnetos possam ainda usufruir o meio ambiente.

COLUNA 05/07/2009

Revitalização das Estações Ferroviárias 

A estrada ferroviária conhecida como Central do Brasil teve sua construção iniciada em 1855. Na década de 20 teve sua expansão até Montes Claros, trazendo com ela modificações nas cidades em que passava, como crescimento da economia e da população locais.

Apesar da importância que a linha ferroviária teve para o país, hoje ela não possui o mesmo caráter que antes, pois pelas suas linhas, em maioria, passam somente mercadorias. Algumas cidades que possuem linhas que transportam passageiros em Minas Gerais, como Mariana, Ouro Preto, Tiradentes e São João Del Rey, atraem consigo turistas que anseiam pelos passeios ainda nas Maria Fumaças, em lindos vagões, como era no passado.

No entanto, mesmo que não se ache necessário que cidades como Montes Claros ou Bocaiuva, nossa vizinha, tenha ainda belas estações, pois não há passageiros para embarcar, há aspectos histórico e arquitetônico importantes nestas edificações.

Diversas são as experiências em revitalizações e restaurações de Estações Ferroviárias pelo Brasil e mundo, transformando estes espaços em áreas de convívio, cultura, lazer e eventos para que a população possa usufruir, não esquecendo a história e cultura locais. A revitalização não ocorre somente no edifício, mas em todo seu entorno, trazendo mais vida para o local.

Segundo Andressa Murta, arquiteta autora do projeto de revitalização da estação ferroviária de Bocaiuva, a estação possui grande valor arquitetônico e histórico para a população e apesar do nível avançado de degradação, ainda conserva formas belas e grande potencial para a implantação de novos usos, “acredita-se que com a restauração deste lugar, a cidade poderá desenvolver seu potencial em vários seguimentos: turístico, cultural, esportivo, de lazer e também comercial, por isso os bocaiuvenses, a Promotoria e Administração do município estão apoiando o projeto”.

Em junho, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com outros órgãos realizou o I Seminário Nacional sobre o Patrimônio Cultural Ferroviário Brasileiro, com objetivo de discutir sobre a memória ferroviária brasileira, pois Minas Gerais possui mais de mil estações abandonadas. Este foi um importante evento, pois apóia idéias que valorizam nossa cultura, arquitetura e história, para que todos possam conhecer e respeitar nosso passado e concomitantemente, ter novas opções de lazer.

COLUNA 28/06/2009

Reforma do Mercado Municipal de Montes Claros

Mercados municipais são lugares não só para o comércio, mas também espaços de convivência, e que representam a cultura de um município e de uma região. Daí observada sua importância simbólica e cultural em sua cidade. Em Montes Claros, o mercado municipal além de um simples local comercial, se tornou ponto de encontro, ponto turístico e referência para a cultura norte mineira, pelos produtos que ali são comercializados.

Nosso antigo mercado era situado na Praça Dr. Carlos, que então foi demolido para ser construído o antigo “cimentão”, como espaço para estacionamento; o que foi um descuido municipal com um patrimônio não só arquitetônico, como cultural para o município. Hoje, neste terreno, se encontra o Shopping Popular, um projeto que atingiu suas metas, revitalizando a Praça Dr. Carlos e organizando o comércio que ali se instalava clandestinamente e que conturbava outro marco e espaço de convivência importante para a cidade.

Sendo assim, houve a necessidade de outro local para se instalar o novo mercado, que até hoje se situa na Av. Deputado Esteves Rodrigues. No entanto, este mercado se encontra com alguns problemas de manuntenção, espaço e conforto. Não desmerecendo sua arquitetura e engenharias originais, é clara a necessidade de uma reforma. Nada mais conveniente do que esta idéia sair do papel, e é o que está acontecendo, um projeto está sendo elaborado e a reforma não tardará a iniciar.

Um símbolo cultural e turístico tão importante para a região deve ser tratado com carinho e peculiaridade, pois assim todos no municipio o enxergam, com um olhar afetuoso e diferente. Estamos ansiosos para a conclusão das obras e assim podermos usufruir melhor deste espaço tão característico e importante para nós montesclarenses.

COLUNA 21/06/2009

A influência da tecnologia na vida do morador

Na coluna da semana passada comentei sobre a casa do século XXI, demonstrando as novidades tecnológicas da automação residencial. No entanto, a tecnologia vem influenciando tanto na arquitetura que novos elementos são criados no intuito de sempre inovar e alcançar o esmerado futuro tecnológico. Com isso, o virtual influencia bastante no modo de vida dos moradores, tendo as novas tecnologias e mídias como influências no modo de ser e estar do indivíduo.

O inicio disso tudo foi com o rádio e a televisão, dando ao morador a possibilidade de conhecer novos lugares e pessoas sem sair de casa. São diversos estudos e novidades que aparecem neste campo, a possibilidade de estar em vários lugares ao mesmo tempo, pela tele presença com a internet e com os celulares da nova tecnologia 3G; placas de LCD ou de OLED nas paredes possibilitando ao morador a escolha do ambiente e lugar em que ele possa “sentir” estar e também existe o controle universal “Power-Interaction”, permitindo ao usuário a escolha do melhor modo de controlar seus eletroeletrônicos, podendo de um ambiente da casa ou via internet manobrar todos os seus equipamentos eletrônicos ao mesmo tempo, como se o morador estivesse presente em todos os ambientes da casa. Isso é o virtual influenciando nos nossos modos de vida, trazendo para alguns a idéia de alienação, e para outros, simplesmente economia de tempo e conforto.

COLUNA 14/06/2009

A Casa do Século XXI

A cada dia tem-se uma novidade no campo da tecnologia, novos telefones celulares, novos computadores, carros, dentre outros. No âmbito da arquitetura temos a Casa do século XXI, a “casa inteligente”, que possui diversos sistemas tecnológicos que trazem conforto e modernidade ao morador.

São diversas as possibilidades que essa automação residencial oferece. Além dos equipamentos modernos de segurança que muitos já conhecem, há controles eletrônicos de vários elementos, como persianas, cortinas, portas e armários, também efeitos de iluminação especiais, como tempo para acender e apagar as luzes, podendo fazer ritmos (que é a dimerização), criando cenários. O que foge do comum são o ar condicionado e as janelas automáticas, que de acordo com a temperatura do ambiente e a incidência solar se ligam, abrem ou se fecham; os pisos de banheiros aquecidos; a banheira que inicia o seu preenchimento e aquecimento em hora marcada, e o melhor é que se pode fazer isso tudo via internet ou celular!

 O conforto, a agilidade e a economia de tempo são atingidos pelas técnicas de automação residencial. Afinal, já que estamos no tão esperado século XXI, segundo a indústria do cinema, “o futuro”, por que não interagir a casa com as novas tecnologias? 

        

COLUNA 07/06/2009

Papel de parede, novidade ou um elemento retrô?

O papel de parede é um revestimento de paredes muito utilizado nas décadas de 60 e 70 no Brasil, no entanto ele foi criado na China há milhares de anos atrás. Em alguns países, como os Estados Unidos, nunca deixaram de ser uma escolha na decoração. Atualmente está em bastante uso pelos arquitetos, decoradores e designers, pois a decoração retrô (termo que designa antigas tendências) está na alta, trazendo diversas recriações de desenhos e estampas dos anos áureos do papel de parede, anos 60 e 70.

É um elemento que com certeza caracteriza qualquer ambiente. Não somente dá cor e brilho, como também profundidade. Existem diversas cores, formas, estampas e também texturas. De acordo com a cor que possui, se deve ter cuidado na escolha dos outros elementos que compõem o ambiente, como mobílias e piso, dando uma unidade em todo o espaço, e que seja agradável, sem que canse.

Ao escolher, devemos analisar o uso que será dado ao espaço, quem o habitará e quem o visitará. Em ambientes comerciais podemos abusar das formas e cores, pois com isso conseguimos chamar a atenção dos clientes e caracterizar o espaço, já em um ambiente residencial e íntimo deve-se ter cuidado, pois um papel de parede muito colorido pode ser demais para s deixa indecisos. Vale aplicar, com cautela e domínio, e caracterizar seu ambiente como único!

 

COLUNA 31/05/2009

Escolhendo as cores

Qual cor aplicar na parede da sala de estar? E no teto da cozinha? Mas e na fachada da casa? Preciso fazer combinações?

Uma das grandes dúvidas dos clientes é qual cor utilizar nos ambientes. E realmente depende de diversos fatores para que a escolha seja mais correta e agradável.

A Cromoterapia é uma ciência que se baseia nas sete cores do espectro solar, pois segundo esta ciência, cada cor possui sua vibração específica. Ela estuda a relação que existe entre as cores e o ser humano, isto é, a influência que estas possuem em nossas vidas. É utilizada na medicina, na publicidade, no marketing e também na arquitetura e decoração; neste contexto, as cores que aplicamos nos ambientes podem assim nos influenciar, propiciando a melhoria do bem-estar. Generalizando, como exemplo, a cromoterapia afirma que a cor azul pode propiciar a paz e a calma, concluindo que um ambiente que necessite de tranquilidade, uma parede azul auxilia no objetivo. Já um ambiente amarelo possui o efeito contrário, pois seu excesso propicia a concentração e pode gerar tensão.

Além da cromoterapia, vários fatores devem ser relevados, como por exemplo, as sensações que possamos precisar em um espaço, como sensação de profundidade, de altura, ou chamar a atenção e marcar a edificação ou elemento interior no espaço, ou não chamar a atenção, também identificar a edificação com um símbolo ou marca, ou então remeter a edificação ou ambiente a uma época e estilos artísticos ou arquitetônicos.

Pode-se marcar uma edificação ou um elemento em sua fachada, apenas pelo uso excessivo ou ao simples uso da cor branco.

É, a escolha da cor não é fácil, mas quando pensada e analisada, o resultado é mais eficiente e agradável para todos.

COLUNA 24/05/2009

Ao comprar os materiais de acabamento...

Desde a Antiguidade utiliza-se do barro para criar ornamentos na arquitetura. Com o desenvolvimento das técnicas foi-se acrescentando cor e acabamento à estes ornamentos. Hoje temos uma gama de ornamentos, e no que concerne à revestimento de piso e parede, temos as cerâmicas.

No entanto, quando escolhemos uma cerâmica para utilizar no piso, há fatores que devem ser observados, e na maioria das vezes, o cliente não tem ciência.

Somente a beleza aparente do produto não nos diz se ele é a melhor escolha. Um fator determinante na escolha é a resistência à abrasão do esmalte ou também conhecido pela sigla PEI (Porcelain Enamel Institute). Esta classificação se divide em 5 classes: PEI 1, PEI 2, PEI 3, PEI 4, e PEI 5, nas quais a PEI 1 é a menos resistente e a PEI 5 é a mais resistente.

Antes de mais nada, analisamos o tráfego do ambiente para então analisar o produto; em ambientes de tráfego leve, onde se caminha com chinelos ou descalço, como banheiros residenciais, pode-se utilizar o PEI 1, e no caso de ambientes comerciais por exemplo, que possuam tráfego mais intenso, deve-se aplicar uma cerâmica com PEI 5. Esta classificação é fácil de ser observada, pois deve ser mencionada na caixa do produto.

No mais, na classificação de acordo com defeitos visuais tais como manchas, bolhas, furos, lascas, etc; temos as cerâmicas chamadas de Extras ou A, que significa que seus defeitos podem ser visualizados até 1 metro de distância; já a conhecida como Comercial ou C, seus defeitos poder ser visualizados de 1 a 3 metros de distância; e a classe Refugo ou D, como seu próprio nome menciona, apresenta uma visualização de defeitos mais aparente que podem ser vistos acima de 3 metros de distância.

Então, não deixe passar despercebido, ao ornamentar sua obra e assim procurar qual cerâmica comprar, observe além da composição do ambiente e de sua estética, também a “classe de resistência à abrasão do esmalte” e a classe de apresentação do produto; para uma completa e melhor orientação procure um profissional. Agora você saberá pelo que está pagando e dará mais valor a cada produto.